Em representação do Ministro da Energia e Águas, o Secretário de Estado para as Águas, Eng. Lucrécio Alexandre Costa, reuniram ontem, 17 de Agosto, com os promotores da ideia da construção do “Rio Luanda”
que tem sido muito propalada nos últimos dias, Engrs. Antônio Venâncio e Francisco Lopes, para melhor entendimento dessa abordagem que tem sido frequentemente apresentada por essas duas entidades.
O encontro decorreu no anfiteatro da EPAL-EP e contou também com a presença do Vice Presidente da Ordem dos Engenheiros, Eng.Augusto
Baltazar de Almeida, do PCA da empresa anfitriã, bem como de vários quadros do Sector e convidados.
Em declarações prestadas no final do encontro, o Secretário de Estado para as Águas, em tom de resumo, referiu que ocorreu, de facto, a apresentação de uma ideia e não propriamente de um projecto, que se possa considerar como peça de contribuição para o aumento da
disponibilidade de água bruta para os sistemas e, consequentemente, de água potável para Luanda, ou do saneamento.
De acordo com Secretário de Estado para as Águas, no decorrer do encontro, os promotores da ideia não conseguiram responder, de forma convincente, todas as questões que foram colocadas pelos demais participantes.
Referiu, de forma directa, que a grande maioria das perguntas não foram efectivamente respondidas, porque os engenheiros que apresentaram a ideia não estiveram em condições de o fazer, já que
estão numa fase ainda muito incipiente do estudo, o que serviu para desmistificar a ideia de que havia, a priori, uma base de discussão mais sólida.
Lucrécio Costa afirmou que a forma como as ideias foram apresentadas, ficou-se com a percepção de que a implementação de um projecto como o que está em causa, fere as exigências sanitárias que se devem observar na estruturação e no funcionamento de um sistema de abastecimento de
água. Como forma de sustentação, o Secretário esclareceu que a adução
de água em canal aberto, em meio urbano densamente povoado é, do ponto de vista sanitário, impraticável, não recomendável e na sua
relação ambiental pior seria e até poderia ser considerado acto de irresponsabilidade.
Para Lucrécio Costa, a ideia pode ainda ser considerada um retrocesso para o nível de desenvolvimento que o Sector já atingiu.
A ideia apresentada por António Venâncio e Francisco Lopes considera a instalação, em meio urbano, de um número considerável de estações de
tratamento de água, mas não tem em conta os custos associados, o que, como sustenta o Secretário, é impraticável.
Finalmente, Lucrécio Costa deixou claro que o Ministério da Energia e Águas nunca se mostrou indisponível para ouvir e discutir propostas, pelo que, a iniciativa continuará a ser acompanhada pela EPAL-EP, cuja direcção agendou já um encontro, que terá como objectivo fazer a descaracterização técnica das ideias avançadas, que só não se efectivou por indisponibilidade de agenda de um dos subscritores.
GABINETE DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E IMPRENSA DO MINEA, Luanda, 17 de Agosto de 2020.

